sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Espanha não consegue sair da crise

A trajetória da excelencia da investigação espanhola atingiu um resultado positivo no que se refere a sua produção científica nos últimos anos, mas se mostrou débil na participação conseguida do VI Programa Marco. Ambas circunstâncias não são incompatíveis e respondem a dois traços estruturais do sistema espanhol de inovação: a elevada atenção prestada às publicações, individuais ou em pequenos grupos, que aspiram a cumprir com os atuais requisitos da carreira de pesquisa e, de outra parte, ao invés que tal resposta contribui sobre a capacidade de acometer projetos mais ambiciosos e complexos: um viés que agora se reforçou ante aos novos requisitos de participação no VI Programa Marco, que privilegia aos grandes grupos de investigação.
Os estudos publicados em 2004 e início de 2005 sobre a produção bibliométrica espanhola expressam uma mesma direção: o aumento progressivo da cota que ocupa a produção científica espanhola no mundo; uma faceta que se reitera no âmbito das citações, conquanto a cota –e por tanto a visibilidade– ocupada por estas últimas ainda é inferior à proporcionada pela produção científica. A sua vez, o contraste entre esta última e a produção tecnológica, baseada sobre as patentes, revela a existência de uma brecha entre ambos tipos de produção, a favor da produção científica.